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Amizade

Amizade não se desgasta. É algo para ser cultivado como uma planta  que plantamos a semente e vemos nascer, crescer e frutificar cada vez  mais.
É um sentimento que precisar ser puro e, por isto mesmo, respeitado porque  a essência da vida é saber viver cada momento, fazendo dele inesquecível, porque ele não se repete; é rir e chorar ao mesmo tempo, é estar longe e  presente, é saber com quem contar, não importa quando e, acima de qualquer  prioridade, jamais esquecer de que o primeiro momento é aquele que conta e que as pessoas se vejam sempre daquela forma, mesmo que a tendência do ser humano seja a de modificar as situações pela intimididade adquirida na  convivência.
É melhorar sempre, é não ter a vergonha de dizer coisas que embora pareçam  bonitas sejam, principalmente, sinceras e que seja a sinceridade a percebida… nunca o jogo das palavras; é seguir em frente com todos os êrros que surgirem, porque a vida é um caminho que nos serve para corrigir  defeitos e melhorar sempre e cada vez mais.
É saber entender o outro lado para que o nosso lado seja percebido; calar , porque o som das palavras nem sempre chegam aos ouvidos do jeito que saem do nosso pensamento, causam um impacto indesejado e temos tendência a nos defender com palavras e atos que nem sempre combinam com aquilo que somos.
Amizade não se desgasta. O que nos desgasta é a cobrança que fazemos por  querermos sempre mais e nos esquecemos que sempre começamos com tão pouco; um pouco que nos deu alegria e impactou nossa vida porque as pessoas são o bom da vida e sem elas, apesar de tudo que vemos de errado, o mundo seria apenas um pequeno ponto visto de longe no Universo.
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The Inner Side

Don’t call me weird. Just let my silence speaks the words your eyes are angry to speak, but your heart is not letting you putting in your mouth.

Don’t call me stranger, because you can clearly know I’ve been always by your side. And when you didn’t find me on your right or left side, you know I was standing by, just in front of you.

Don’t you never ask my why because I’ve been giving you answers to all your questions, even those I never had to myself, but never ask me again because you know I am your inner side.

Don’t you keep on going losing time because you lost your age and your innocence thinking not to lose. You won. Now, it’s time to do and leave your don’ts because life is what it matters. No matter what, no matter when, no matter how.

Just do it for yourself.

O perfeito

Perfeito. Se é que existe alguma coisa perfeita. Acho que sim. Acho que o perfeito é temporário. Ele dura enquanto existe… (mas que definição mais idiota, se levada ao pé da letra). Vou tentar me explicar melhor, ou explicar melhor como penso.  

É claro que algo existe enquanto dura. A questão aqui é como existe enquanto dura. O valor que há em ser irretocável. A importância de existir ou ter sido feito de modo a que não precise ser mudado porque cumpre com tudo aquilo que se espera e parece insubstituível como um ponto final- o mesmo ponto final que eu poderia colocar aqui e encerrar tudo isto, mas quero procurar uma definição ainda mais avançada para uma expressão que assim o merece. 

O perfeito é claro, sem deixar dúvidas e irretocável por si só. Não há como mudar algo feito e enfim, por feito bem. Há coisas que fazemos e mais tarde é preciso que sejam refeitas. Outras, não. São definitivas na sua natureza e recebem o conceito de realizadas. Algumas, o adjetivo – perfeito. 

Acho que a dificuldade em admitir o perfeito está no fato de sempre buscar o melhor e talvez querer sempre mais do que encontrado e daí não aceitar que o que temos preencha totalmente nossas expectativas. A busca pela melhoria ou a exigência consigo mesmo e com o que é buscado. 

Uso muito aqui o “acho”, porque acho que o perfeito é o que satisfaz totalmente e que não deve ser mudado. Pelo menos para mim, perfeito é tudo se torna importante justamente pelo grau de exigência a que foi submetido, a ponto de não ser considerado comum. Tudo que estiver na conotação de singular, independente da sua natureza.  

Não há coisa alguma que altere o “perfeito” quando alguém exigente demais o analise, demore um tempo muito largo à procura de defeitos, coloque vírgulas onde ache que deva haver um ponto e acabe por perder o tempo porque, afinal, é mesmo um ponto e não uma vírgula. Talvez, nem assim se conforme e siga achando que deva ser uma virgula, o que significa que faltaria algo além dela, mas por força das circunstâncias da falta de argumentos, tem de acabar por aceitar. 

Definir o perfeito é perder-se completamente na busca por tudo aquilo que existe apenas no instante em que é importante e que traz um sentimento de uma euforia total por ter preenchido um vazio ou ter se chegado de repente e causado o efeito de ser insubstituível. Não vejo outra maneira de descrever algo que todos buscam definir.

É quando as pessoas param, remetem-se ao silêncio momentâneo que qualifica bem a expressão nos olhos e expressam o famoso: “-Perfeito!”  

Foi o que eu quis dizer com aquilo que dura enquanto existe.  

Se eu me esforcei ao máximo para definir o perfeito e não consegui, com toda a certeza ficou claro o que representa algo que dure enquanto existe e o significado real da duração da sua existência.

 

Amor blindado

Trazem no olhar a imagem de um muro transparente, mas inatingível, que protege o corpo e a alma contra um ser que embora domável sempre se chega selvagem e indefinido.

Guardam no silêncio o enigma acorrentado que lhes impede de caminhar livremente e lhes impele a querer descobrir mais e mais os seus segredos, seus motivos, seus medos.

Mostram nas palavras o cuidado de quem caminha sobre o vidro da proteção e evita ver rachar a segurança que embora frágil lhes permite tentar cruzar a ponte entre o castelo em que vivem e a esperança de alcançar a liberdade que parece estar muito além dos limites da própria realidade, no azul aberto do espaço que lhes faz vulneráveis.

Guardam no silêncio as incertezas e os desejos; fazem com que o tempo seja apenas um espaço em que a vida passa com a esperança de voar e sentar-se no topo da montanha mais alta e de lá ver o mundo aberto e livre.

Blindam a emoção porque a dimensão do mundo de quem ama de dentro de si gira por um universo que se sustenta com a força de um amor que move o sol e as outras estrêlas; está muito além da percepção e da consciência do que se costuma chamar apenas de felicidade. Amar de dentro de si é querer dar-se por completo para ser recebido por completo.

…e quanto mais este mundo atravessa o universo que conquista, tende a tornar-se inatingível como a sede de ser tão completo porque, na verdade, distancia-se dos mundos em que o azul aberto nada mais é do que o lugar onde a vida de fato acontece.

Do que é possível

Não me digas que é impossível.

Sabidamente, impossível é algo que transcende a natureza humana e não oferece condição para que se concretize. Quando respondes de imediato, deixas latente uma predisposição a não tentar e a desistência não é caracteristica dos resilientes e obstinados.

Demonstra no olhar a tua vontade de alcançar seja qual for o teu objetivo. Não existe o impossível quando decides que o teu foco é uma prioridade. Demore o tempo que for, a persistência prevalece. Não te deixes vencer pela espera. Não penses que enquanto tempo passa estás a perdê-lo. Aproveita para acreditar que aprimoras tua busca e que estás cada vez mais perto de chegar onde desejas.

Nunca te esqueças de que Mandela deu uma lição de vida sem precisar dizer sequer uma palavra que justificasse uma das frases mais importantes da Humanidade:

“- Só é impossível até acontecer.”

Pensas nisto.

Verás que ele viveu uma vida inteira a espera do que precisava acontecer.

Com certeza, cada um de nós não precisa de tanto tempo assim.

Vida que segue III

Não há o que eu não tenha porque aprendi que a cada dia teremos sempre tudo aquilo de que precisarmos. Basta saber enxergar e entender que na verdade achamos que algo nos falta porque a nossa natureza é a de querer sempre mais.

Nada há o que me falte, porque se me falta é porque não é para ter. A vida é um caminho de ida e volta em que podemos ir e voltar quantas vezes necessárias, até conseguir o que desejamos ou encontrar por este caminho o que estiver reservado para nós.

Não há o seja imprescindível porque ser imprescindivel só a vida. Tudo o mais é a consequência do que nem sempre se faz presente e acabamos por valorizar demais o que na verdade acaba por ser passageiro e nos cria um tempo de ilusão.

Não há o que seja recuperável quando tiver levado um tempo considerável para se solidificar e precisar de apenas um segundo alimentado pela decepção para se desintegrar.

Não há o que me entristeça porque as alegrias dependem de cada momento que procuro viver e saber escolher meus passos para ter a certeza do futuro ou compreender no momento certo que fiz de tudo para merecer o melhor.

Não há o que me desanime porque é preciso encarar o mundo ciente de que nada é perfeito e aquilo que se chega fácil demais precisa ser visto com muito cuidado. Portanto, não há do que eu me descuide.

…e não há dia em que o tempo pare para nos lembrar para agir com consciência porque a luz da consciência deve estar sempre acesa para não trairmos nossos conceitos e apagar a imagem do caráter e da honestidade porque sem eles, a vida não segue em paz.

One of these days

Hey Paul, confesso que hoje você me pegou de surprêsa. Não esperava ver você depois de tanto tempo, girar no rodamoinho do tempo e cair anos e anos atrás quando eu não sabia o que sei hoje e sonhava…

Sonhava com cores e luzes, achando que o futuro era um quadro pintado e que eu podia entar por ele e sair quando quisesse. Ver o que era certo, ver o que havia nele e respirar ar fresco para todo o sempre.

Pois é, Paul…tanto você quanto eu precisávamos dos pés no chão em vez de ficar olhando à nossa volta, a espera de dias melhores apenas baseados nos nossos sonhos.

O ar era fresco, as praias eram limpas e vazias, as estradas muito menos movimentadas e dirigíamos seguros com o vento batendo no rosto e levantando os nossos cabelos.

Podíamos encontrar tudo. Era só querer. Contentávamos a nós mesmos e a quem se acercava de nós. Não precisávamos refletir e esperar por um dia destes, como se diz, para refletir.

Hoje, em um destes dias eu ouço você novamente. Desta vez com os pés mais do que no chão e não tenho a menor vontade de olhar à minha volta. De tanto me lembrar de tantas coisas da vida, já nem sinto se respiro e em cada canção sua que ouço é como se cada um daqueles dias retornasse, como se me trouxesse pessoas e como se o tempo não tivesse passado.

Ainda assim, seguiremos precisando sempre de um destes dias que nos fazem parecer eternos…

See what’s right,

See what’s there

And breath fresh air ever after

(One of these days, by Paul McCartney)

Deixa-me ser feliz

Talvez, ainda não te tenhas dado conta de que vivo em um mundo à parte, diferente daquele em que as outras pessoas vivem, girando em uma órbita contrária, onde não existe a maldade, o preconceito e o prejuízo que fazem da vida algo tão difícil para elas.

Talvez eu tenha de te dizer tantos talvez que eu já nem consiga, por que não consigo entender o que é tão fácil para os outros entender e agir como se nada fosse. Muitos reclamam que se sentem cansados de parecer andar em uma direção inversa quando, na verdade, estão todos na mesma direção, só que com pensamentos distintos e sem propósitos.

Eis o que me classifica: saber daquilo que faço sem me preocupar se sou igual, porque não necessariamente eu tenha de ser igual a quem quer que seja. Cada um de nós é alguém único, incomparável, não pelo que possa criar ou dedicar a este mundo cheio de erros que cometem, mas pelo que fazemos por nós mesmos e pelo que somos para quem de fato nos ame apenas pelo que somos.

Na verdade, o mundo é apenas um grande recipiente e dependendo do lugar em que se esteja, ele consegue ser puro e cristalino. Depende de quem esteja e como esteja neste lugar. Esta é a grande dependência do mundo.

Uma vez eu escrevi que a felicidade é um ponto no horizonte e que depende de nós fazer com que ele se aproxime cada vez mais para que nos seja visível e palpável, mesmo não sendo material. Muitas vezes, a sensação que felicidade que temos parece tão palpável porque nos chega através de alguém ou algo que conquistamos.

Talvez, ainda não te apercebestes que por vezes nem eu sou visível ou palpável porque consigo estar distante mesmo estando tão presente. E vice-versa. É quando me isolo do que não deve fazer parte do meu mundo e vou de encontro ao que realmente me importa. O real é algo que entra na nossa vida e não precisa se explicar muito para existir; não precisa de tempo para se afirmar; não precisa de alicerces para se manter presente e se tornar parte da nossa vida.

Talvez, o que mais precises notar é que sou feliz assim. Todos dizem precisar de um vento calmo que bata no rosto à beira do mar, onde supostamente vão para diluir angústias. Eu, já sou o mar que me traz esta brisa ou o próprio vento que varre os momentos que não permito que me incomodem. Deixa-me ser quem sou. Deixa-me ser feliz e talvez tu me aceites sem medo. Talvez tu me sintas de vez em uma brisa assim.